O medo paraliza, não deixa pensar, faz você sentir que é incapaz de fazer qualquer coisa mais complexa do que ficar parado e sem reação nenhuma além de chorar.
É como algo que eu não sei nem de onde nem quando está vindo. Só sei que quando menos espero, o medo está comigo. E tenho de desistir de tudo, porque afinal, eu não consigo, não quero passar ridículo na frente de quem consegue.
E eu sou mesmo incapaz de fazer isso afinal? Ou é o medo que me impede, e se eu me esforçar eu consigo?
Porque como diz a minha mãe, o medo é só um muro.
Mas será que eu consigo passar esse muro?
sábado, 30 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A maioria das pessoas tem um amigo, um confidente. Aquela pessoa que você conta tudo, e em quem confia até o último fio de cabelo. Felizmente eu também tenho uma pessoa assim na minha vida, que é o meu irmão.
Ele praticamente lê meus pensamentos, prevê meus dramas e crises existenciais, me aconselha, enfim. É meu guia nesse mundo. Uma das poucas pessoas nesse mundo que pode realmente dizer que me conhece.
Na nossa infância,ele foi o irmão 'toddynho', o companheiro de aventuras. Em longas tardes ensolaradas, inventáva-mos mil mundos imaginários, castelos, florestas, reis bons e feiticeiros malvados. Muitas vezes até, os reis que eram malvados e os feiticeiros eram bons, só para variar um pouco. As goiabeiras em nosso quintal foram nossa 'base secreta de operações', e a nossa cachorra era um dragão que nos 'ameaçava' e que derrotávamos com gravetos encontrados no chão do quintal.
Ele praticamente lê meus pensamentos, prevê meus dramas e crises existenciais, me aconselha, enfim. É meu guia nesse mundo. Uma das poucas pessoas nesse mundo que pode realmente dizer que me conhece.
Na nossa infância,ele foi o irmão 'toddynho', o companheiro de aventuras. Em longas tardes ensolaradas, inventáva-mos mil mundos imaginários, castelos, florestas, reis bons e feiticeiros malvados. Muitas vezes até, os reis que eram malvados e os feiticeiros eram bons, só para variar um pouco. As goiabeiras em nosso quintal foram nossa 'base secreta de operações', e a nossa cachorra era um dragão que nos 'ameaçava' e que derrotávamos com gravetos encontrados no chão do quintal.
Quando passamos por momentos difíceis, era na companhia um do outro que encontráva-mos o consolo. Como irmã mais velha acho que sempre tive quase que um 'dever' cuidar dele, querendo protegê-lo de toda dor ou sofrimento que pudessem alcançá-lo.
Agora que nós dois crescemos, ele um pouco mais do que eu, estamos nos vendo cada vez menos. Temos menos tempo para conversar, para brincar, e até para brigar. O pouco tempo que tenho passado em casa me faz ver cada vez com mais clareza que ele não é mais meu 'irmãozinho', longe disso. Ele agora tem sua própria vida, seus amigos e agora até um trabalho. Não precisa mais de uma irmã grudenta e chata com ele o tempo todo, uma 'grila falante' dizendo o que ele pode ou o que não pode, se a mãe vai ou não deixar.
E hoje mano, que é teu aniversário, eu só consegui te dar um abraço porque acordei atrasada. Mas quero que tu saibas que desejo tudo de bom pra ti, hoje e sempre. Que tu continues sendo essa pessoa maravilhosa que tu és, esse poço de paciênca, comigo e com teus amigos. Quem realmente te conhece, sabe como tu és um tipo raro de pessoa. Porque para aturar 16 anos,uma pessoa cheia de manias, grosserias, um estado de humor um tanto quanto instável e a uma paixão pelos 101 Dálmatas e a Cruella, não é qualquer um que consegue.
E quero que tu saibas que nunca nada nem ninguém vai mudar o meu amor por ti. E que tu sempre vais ser o meu irmão urso.
Beijo dessa chata que te ama.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
É incrível, tudo mesmo. A música, os movimentos com as mãos, o balanço da saia. Uma energia diferente da que eu estou acostumada. Me lembro de sentiralgo parecido quando tinha sessão de pomba-gira no terreiro e o Márcio tocava aquele ponto de cigana, aquele que fazia arrepiar mesmo.
"Amigo, jogue flores e perfumes, jogue flores e perfumes
Que a cigana está em festa
Com castanholas, violinos e pandeiros..
Sonhos de amor verdadeiro"
Nossa, só de lembrar dá vontade de sair dançando e pulando peloquarto. Não sei se tem algo a ver, a dança, a minha pomba gira. Mas, sem entrar pelo caminho espiritual, coisa que faço com muita frequencia. Acho que a dança em si tem uma certa magia. E a dança cigana traz junto um fascínio, talvez pelo misticismo que até hoje cerca esse povo.
Essa ligação entre os ciganos e a estrada,com a liberdade. As danças ao redor da fogueira, danças que podem tanto seduzir quanto afastar.
Acho que é a sensualidade da dança, em especial a cigana , que me fascina.Talvez por eu me reprimir e ter sido reprimida, de acreditar que nao tenho a capacidade de seduzir, de encantar(memorias de uma infancia nao tao feliz no colégio) eu veja na dança uma oportunidade de me libertar, de me desligar de todos os bloqueios e inseguranças que carrego dentro de mim.
Porque, apesar de hoje ter sido apenas minha segunda aula, é como se eu reencontrasse , naquelas duas horas passadas em uma sala de assoalho azul, ao rodar com a saia dançando e brincando, uma parte de mim que eu acreditava ter perdido, ou esquecido dentro de mim.
"Amigo, jogue flores e perfumes, jogue flores e perfumes
Que a cigana está em festa
Com castanholas, violinos e pandeiros..
Sonhos de amor verdadeiro"
Nossa, só de lembrar dá vontade de sair dançando e pulando peloquarto. Não sei se tem algo a ver, a dança, a minha pomba gira. Mas, sem entrar pelo caminho espiritual, coisa que faço com muita frequencia. Acho que a dança em si tem uma certa magia. E a dança cigana traz junto um fascínio, talvez pelo misticismo que até hoje cerca esse povo.
Essa ligação entre os ciganos e a estrada,com a liberdade. As danças ao redor da fogueira, danças que podem tanto seduzir quanto afastar.
Acho que é a sensualidade da dança, em especial a cigana , que me fascina.Talvez por eu me reprimir e ter sido reprimida, de acreditar que nao tenho a capacidade de seduzir, de encantar(memorias de uma infancia nao tao feliz no colégio) eu veja na dança uma oportunidade de me libertar, de me desligar de todos os bloqueios e inseguranças que carrego dentro de mim.
Porque, apesar de hoje ter sido apenas minha segunda aula, é como se eu reencontrasse , naquelas duas horas passadas em uma sala de assoalho azul, ao rodar com a saia dançando e brincando, uma parte de mim que eu acreditava ter perdido, ou esquecido dentro de mim.
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