Ela estava mal, mas não queria falar com ninguém.
Ninguém precisava saber pelo que ela havia passado, as lágrimas que havia chorado, como sentiu uma dor tão forte na alma, que sentiu como se estivesse rasgando, quebrando em vários pedaços.
Ela tentava, cada vez mais livrar-se das lembranças que ainda lhe doíam tanto, mas parecia cada vez mais difícil.
Ela sabia que coisas boas continuavam acontecendo ao seu redor, e ela se alegrava com esses acontecimentos, mas nos momentos em que ela estava mais frágil, a dor voltava.
Daquele mesmo modo avassalador de sempre.
Haveria alguma esperança para ela nesse mundo?
Existiria alguém capaz de passar por toda a carapaça que ela colocara ao redor de seu coração, de seus sentimentos, e mostrar que ainda vale a pena acreditar nas pessoas, criar laços que não precisariam ser rompidos com a menor mudança?
Ou ela continuaria nessa vida de cigana, sem criar laços nem fixar raízes, deixando um pedaço de sua alma em cada parte do mundo?
Seria esse seu destino?

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