terça-feira, 18 de outubro de 2011

Paredes


E entre os escombros, entulhos, restos do que outrora havia sido uma casa, ali estava ela.
Perdida no meio das histórias que foram demolidas junto com aquelas paredes.
Paredes que foram erguidas e mantidas com tanto custo, por mais de vinte anos.
Paredes que presenciaram brigas, reconciliações, sonhos e confissões de quatro ou mais almas que estavam ali.

E agora as paredes não estão mais ali
E um a um, os pilares que sustentavam a garota, estão sendo demolidos, destruídos, transformados em pó da noite para o dia.
E ela corre, mas não tem onde se esconder.
Tenta fugir mas não tem para onde ir, nem coragem de abandonar tudo.
Resta apenas esperar que fique sem base, e caia.
Que receba todos os duros golpes de peito aberto, diretamente no coração.
Que esse coração sangre, mas aprenda a não se fixar em nada nem ninguém.
Que aprenda que nunca nada nem ninguém é para sempre.
Nunca

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