Perdida no meio das histórias que foram demolidas junto com aquelas paredes.
Paredes que foram erguidas e mantidas com tanto custo, por mais de vinte anos.
Paredes que presenciaram brigas, reconciliações, sonhos e confissões de quatro ou mais almas que estavam ali.
E agora as paredes não estão mais ali
E um a um, os pilares que sustentavam a garota, estão sendo demolidos, destruídos, transformados em pó da noite para o dia.
E ela corre, mas não tem onde se esconder.
Tenta fugir mas não tem para onde ir, nem coragem de abandonar tudo.
Resta apenas esperar que fique sem base, e caia.
Que receba todos os duros golpes de peito aberto, diretamente no coração.
Que esse coração sangre, mas aprenda a não se fixar em nada nem ninguém.
Que aprenda que nunca nada nem ninguém é para sempre.
Nunca

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