Você me bagunça, sim você me bagunça. Mas chega. Toda bagunça precisa ser arrumada.
Uma hora a minha bagunça teria que ser arrumada. E quando comecei a arrumar percebi que não valia a pena. Deixar as coisas se bagunçarem mais e mais. Eu só me afundaria, enquanto acreditava que estava me sobressaindo.
A verdade é que a tua bagunça interior invadiu a minha, e eu achei que poderia ser a oportunidade de me organizar. Ingenuidade minha, essa de acreditar que eu poderia me organizar com a tua bagunça.
Errado, de alguma forma. As coisas ficam erradas. Já eram erradas, mas insistimos em tentar parecer certo.
E pareceu para mim por momento. Mas o erro tem essa mania de tentar me convencer que não é errado. O erro me fez errante, e eu agora procuro achar meu rumo.
Não que eu tivesse algum antes de perdê-lo.
Será possível perder o rumo e o prumo quando não temos nenhum dos dois?
Acreditando que tinha um rumo, perdi o prumo, e agora que vejo que na realidade esse rumo nunca existiu, então percebo que nunca tive nada. Que nunca fomos nada. E espero que seja verdade, o fato de que nunca seremos.
Porque tem horas que simplesmente viramos as costas, quando percebemos que não vale a pena.
E eu estou virando, estou me recusando. No more words, no more tears. Simple like that baby. It's better for us.
E aparentemente é o que você queria. Você teve, e se foi. Na sua ida vai um rastro de bagunça. Leve sua bagunça para outros sweetheart. Para outras. Faça o que acredita ser certo, porque se eu fui seu erro, já não sou mais. Já não fui mais. Não serei mais.
Não mais.



