segunda-feira, 11 de junho de 2012
Talvez
E é isso aí
A gente pensa que dá, mas não dá. Que talvez aconteça, mas esse talvez cada vez mais vai se transformando em nada. Em lembranças, em poeira, em ressaca.
Lavado pelas ondas do mar e pelas lágrimas de cachaça de uma garota qualquer, que cai feito tola por qualquer um que faça o coração bater mais forte, da mesma forma que um cão faminto se apaixona por aquele que lhe oferecer comida.
E assim esse talvez foi levado pela correnteza, se tornando cada vez mais distante e impossível de alcançar. E deixa no seu lugar mais uma cicatriz entre tantas, entre tantos. Talvez um pouco mais profunda, mas não tão extensa.
E o que se pode dizer é "Deixa disso menina, esses "talvez" vem e vão. Lava esse rosto, joga um pouco de sal em cima da ferida, porque o que arde cura"
É, pelo menos ardendo já está.
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